Grupo de Forcados Amadores do Montijo

 

O Grupo de Forcados Amadores do Montijo teve a sua origem numa divisão surgida no único grupo então existente no Montijo, a Tertúlia Tauromáquica do Montijo.

 O Grupo foi fundado no ano de 1964, embora só a 10 de Março de 1965, tenham sido redigidos os seus estatutos.

 

Amadores do Montijo estrearam-se na Praça de Toiros do Montijo a 22 de Agosto de 1964 pegando um curro de toiros Rio Frio.

Ao longo destas quatro décadas, muitos foram os troféus conquistados, bem como inúmeros momentos de glória vividos. Destes ficará sempre na lembrança, o Prémio de Imprensa em 1970, que distinguiu os Forcados Amadores do Montijo, como o melhor grupo do ano.

Além das largas centenas de corridas realizadas em Portugal, os Forcados Amadores do Montijo, contam ainda inúmeras digressões a Espanha e França, contando ainda no seu historial com uma digressão aos Estados Unidos.

Infelizmente, nem todas as recordações dos Amadores do Montijo são as melhores, não podendo serem esquecidos aqueles que em prol da nobre causa de pegar toiros, perderam a vida. António Gouveia, José Horta e Luís Ferreira, são três saudosos amigos que serão sempre recordados com saudade.

Forcados Fundadores do GFAmadores do Montijo

 

José  Jacinto  Carvalheira   -  cabo

 

António Albino Raposeira Margalhau  -  falecido

 

Fernando da Costa Fernandes  -  falecido

 

Francisco Laiça  -  falecido

 

Alberto da Luz

 

António Luís Penetra

 

Ernesto Fernandes

 

Hermano  Marques

 

João Augusto dos Santos Pina

                           

João Braço Forte

                           

João Pratas

                           

José Barral

                            

José Manuel Marques

                            

Rafael Rodas - "Espanhol" 

 

                            

 

16 de Outubro de 1966

 

 Os Forcados Amadores do Montijo, comandados por António Sécio, participaram na Praça de Toiros do Campo Pequeno no Festival de beneficência a favor do Orfanato Escola Santa Isabel.

 

 

Cartel

 

Cavaleiros:

                        José Samuel Lupi

                        Joaquim José Correia

 

Matadores de Toiros:

 

                        António Borrero “Chamaco”

                        Júlio Aparício

                        Paco Camino

                        Paco Pallares

 

6 toiros da Sociedade Agrícola de Rio Frio

 

 

Neste fatídico Festival, o cavaleiro Joaquim José Correia, lidava o toiro “Carvoeiro” com mais de 5 anos, da Sociedade Agrícola de Rio Frio, montava o “Tirol” (o seu melhor cavalo), quando ao cravar o 3º ferro comprido, o cavalo escorrega e cai sobre a perna do cavaleiro, não permitindo a este levantar-se. O toiro carregou com violência sobre o cavalo e cavaleiro, provocando a morte a este.

“Quim Zé”, completava nesse dia 21 anos. Tirou a sua alternativa de cavaleiro tauromáquico teve lugar na Praça de Toiros Campo Pequeno a 18 de Abril de 1965 e teve como padrinho D. José de Atahyde. Este era também apontado na época como um cavaleiro tauromáquico com grande futuro, face à verdade com que praticava o toureio.

 

O toiro que colheu mortalmente o cavaleiro Joaquim José Correia, foi pegado pelo cabo dos Amadores do Montijo da época, António Sécio.

 

6 de Junho de 1971, Santarém

Os Forcados Amadores do Montijo, comandados por António Sécio, participaram na Monumental de Santarém, na corrida de apresentação da Ganadaria de Ortigão Costa.

 

 

Cartel:

 

6 toiros de Ortigão Costa (apresentação da Ganadaria)

 

Cavaleiros:

Manuel Conde

David Ribeiro Telles

Luís Miguel da Veiga

Gustavo Zenlk

Fernando Andrade Salgueiro

José Luís Sommer de Andrade

 

Forcados:

Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo – cabo Júlio Parente

Grupo de Forcados Amadores do Montijo – cabo António Sécio

 

 

 

1991, Ano Negro

O ano de 1991, em todo o historial dos Forcados Amadores do Montijo, foi o ano que ficou marcado pela tragédia. No mesmo ano e apenas no espaço de três meses, o Grupo vê-se reduzido de dois jovens elementos que, com garra, entrega, determinação e uma vontade indómita, procuravam fazer aquilo que mais gostavam, pegar toiros e honrar com total abnegação a jaqueta, que envergavam.

 

Quis o destino que prematuramente deixassem este “mundo”, contudo nunca deixaram de ser recordados ao longo dos tempos, servindo de grandes referências para as gerações vindouras.

 

Na memória colectiva perduram os seus nomes:

            José Horta

            António Gouveia 

 

O Clã Barral

Num Grupo de Forcados é imperativo que o colectivo se sobreponha ao individual e desde a sua fundação até à actualidade centenas de homens envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores do Montijo e todos eles, com maior ou menor desempenho, são responsáveis pelo historial do Grupo e pelo facto deste chegar até aos nossos dias.

 

Contudo, de uma particularidade se reveste a história do Grupo de Forcados Amadores do Montijo, trata-se do facto de na mesma altura, se terem fardado pelo Grupo, pai e três filhos. Curioso foi em várias ocasiões, na formação dos oito elementos para a consumação da pega, ver integrados quatro familiares directos (pai e filhos).

 

Para a história, aqui ficam os nomes dos protagonistas:

            Pai: José Barral

            Filhos: José Manuel Barral

                        Paulo Barral

                        Luís Barral

DINASTIAS DE FORCADOS NOS AMADORES DO MONTIJO‏

Como em grande parte dos grupos de forcados, os AMADORES DO MONTIJO, ao longo do seu historial, tiveram nas suas fileiras Dinastias de Forcados, vejamos:

 

António Rogério Amaro - cabo de 1976  a  1981
Rogério Nunes Amaro - primo de António Rogério Amaro
 
                     
José Luís Horta - "Maxinó"
José Horta - filho

Nélson Horta - filho
 
                    

José Barral
José Manuel Barral - filho
Paulo Barral - filho
Luís Barral - filho

 

Fernando da Costa Fernandes (falecido)
Joaquim da Costa Fernandes - filho

 

 

António Manuel Nicolau
Marco Nicolau - filho 

 

 

Rafael Figueiredo- cabo de 1983 a 1987
José Luís Figueiredo ( primo)- cabo de 1989 a 1997
Ricardo Figueiredo (filho de Rafael Figueiredo)- cabo de 2003 até à actualidade

 

 

Isidoro Cirne- irmão

Tino Selariano- irmão 

Lino Selariano- irmão
 
Desde a sua fundação ( 1964 ) até à actualidade, os Forcados Amadores do Montijo, foram comandados por membros da Dinastia Figueiredo durante 21 anos .